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2019: Momento de resistir para fazer a luta avançar

Geral, 01 de Janeiro de 2019 às 21:39h

 

Se 2018 terminou com um duro golpe à classe trabalhadora, com a eleição de Jair Bolsonaro para a presidência, em 2019 os desafios que se apresentam são ainda maiores para a sociedade brasileira.

Após a Reforma Trabalhista, que retirou direitos e precarizou as relações de trabalho, a Reforma da Previdência se apresenta como pauta do novo governo, em defesa dos interesses dos empresários. O objetivo é muito claro: acabar com a previdência pública e implementar um sistema de capitalização. Vai ficar muito mais difícil se aposentar. Por isso, é necessário uma grande frente ampla de mobilização, fortalecendo a unidade dos trabalhadores em vários setores no país, para enfrentar a reforma e os ataques de um governo Bolsonaro que não respeita os direitos dos trabalhadores, das mulheres, das minorias, dos índios.  

O Fim do Ministério do Trabalho também impõe à sociedade a mensagem de que o novo governo compactua com a exploração no trabalho e a impunidade. Sem o Ministério, se reduz muito atribuições como controle e fiscalização das relações de trabalho, permitindo precarização e exploração sem qualquer norma, afrouxando ainda a punição para quem, por exemplo, pratica trabalho escravo.

Na economia, a expectativa é de privatizações para atender às exigências do mercado. Sem projetos para gerar emprego e dar ritmo à economia, os planos de Bolsonaro são voltados para a venda de áreas estratégicas do Brasil, como a produção de petróleo.

Há o risco, por exemplo, de que o novo governo reduza os investimentos de bancos públicos aos mais pobres. Na educação, o temor é pelo desmonte das universidades públicas, com cobrança de mensalidades, corte de investimento em pesquisa e qualificação dos professores.

Diante dos desafios, é preciso que as forças progressistas resistam e se fortaleçam para fazer frente à um conjunto de forças reacionárias que se apresentam para acabar com as conquistas sociais alcançadas nos governos Lula e Dilma, jogando a conta crise nas costas dos trabalhadores e dos mais pobres.

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