Trabalhadores da Voith rejeitam proposta da empresa e fortalecem mobilização pela valorização da categoria

Os trabalhadores da Voith deram mais uma demonstração de unidade e firmeza na luta por um Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) que assegure valorização profissional e avanços concretos para a categoria. Em Assembleia Geral Extraordinária realizada na manhã da última terça-feira (30), na Praça do Belvedere, no Complexo Hidrelétrico da Chesf, em Paulo Afonso, a categoria rejeitou, por ampla maioria, a proposta apresentada pela empresa para o ACT 2026/2028.

A assembleia foi conduzida pelo presidente do STIM-BA, Adson Batista de Souza, com a participação dos diretores do Sindicato dos Metalúrgicos da Bahia e do Sindienergia. Durante o encontro, a direção sindical apresentou aos trabalhadores a resposta formal da empresa à pauta de reivindicações protocolada pelo sindicato.

A proposta empresarial limitava-se à reposição da inflação medida pelo INPC nas cláusulas econômicas, sem oferecer ganho real, melhorias nos benefícios ou avanços nas demais reivindicações construídas pelos trabalhadores. Após a apresentação e os esclarecimentos prestados pela direção sindical, os trabalhadores manifestaram sua insatisfação, destacando que a proposta não reconhece a dedicação da categoria nem a sua contribuição para os resultados alcançados pela empresa.

Ao final dos debates, a assembleia deliberou pela rejeição da proposta da Voith e autorizou o STIM-BA a apresentar uma contraproposta, mantendo abertas as negociações do ACT 2026/2028. Também foi aprovado o estado permanente de mobilização da categoria, com autorização para que o sindicato convoque novas assembleias e adote as medidas legais e estatutárias cabíveis caso não haja avanço nas negociações.

A assembleia ainda orientou os trabalhadores a retornarem às atividades a partir do dia 1º de julho, preservando o processo negocial conduzido pelo sindicato e fortalecendo a continuidade das tratativas com a empresa.

Durante a reunião, o STIM-BA também esclareceu que tomou conhecimento da paralisação espontânea ocorrida no último dia 25 de junho, sem convocação ou deliberação da entidade sindical. A direção reafirmou que qualquer movimento coletivo deve observar os procedimentos legais, garantindo segurança jurídica para os trabalhadores e fortalecendo a legitimidade da luta sindical.

O Sindicato dos Metalúrgicos da Bahia reforça que continuará atuando com responsabilidade, transparência e firmeza na defesa dos direitos da categoria, buscando uma negociação que contemple não apenas a recomposição das perdas inflacionárias, mas também ganhos reais e melhorias nas condições de trabalho e nos benefícios dos empregados da Voith.

A luta continua, e a unidade dos trabalhadores será fundamental para conquistarmos um acordo coletivo justo e digno para todos.