PATRONAL INSISTE EM RETIRAR DIREITOS E OFERECE APENAS 3% DE REAJUSTE. É HORA DE MOBILIZAÇÃO!

Depois de três rodadas de negociação da Convenção Coletiva de Trabalho 2026/2027, realizadas nos dias 9, 14 e 22 de julho na sede do SIMMEB, a categoria metalúrgica baiana segue sem respostas concretas às suas reivindicações. Em todas as reuniões, o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Estado da Bahia (SIMMEB) manteve a mesma proposta, sem qualquer avanço, demonstrando total intransigência diante das pautas apresentadas pelos trabalhadores.

Três rodadas, uma só resposta: recusa

Na 1ª reunião, realizada em 9 de julho, o SIMMEB apresentou proposta de reajuste salarial de 3% a partir da data de assinatura da CCT/2026, aplicado tanto aos salários quanto aos pisos salariais, classificando como inegociáveis todas as demais reivindicações da pauta, sob a justificativa de dificuldades econômicas, financeiras e administrativas do setor. A representação dos trabalhadores, formada por Adson Souza e Silvana Jesus, rejeitou a proposta por não atender à pauta aprovada em assembleia e manteve as reivindicações na íntegra.

Na 2ª reunião, em 14 de julho, o quadro patronal se agravou: além de repetir a proposta de 3%, o SIMMEB declarou que não haveria condições de negociar as demais reivindicações da categoria, e sinalizou a intenção de retirar cláusulas históricas da Convenção Coletiva — o Quinquênio, a Parcela Rescisória Adicional, a Rescisão Contratual do Aposentável e o Prêmio Aposentadoria. A representação sindical classificou a proposta como um retrocesso nas relações de trabalho, avaliando que reajuste abaixo da inflação, somado à recusa de negociação, não corresponde aos anseios da classe trabalhadora.

Na 3ª reunião, em 22 de julho, o SIMMEB confirmou formalmente a intenção de retirada dos quatro direitos citados, mantendo a proposta de 3% de reajuste salarial e de 3% sobre os valores em reais previstos na CCT/2025, e reafirmando como inegociável todo o restante da pauta. Diante disso, a representação dos trabalhadores — novamente Adson Souza e Silvana Jesus — reafirmou que a postura patronal de não negociar é uma afronta à categoria metalúrgica, e que propor a retirada de benefícios conquistados há anos, com reajuste salarial abaixo do INPC e sem qualquer ganho real, não atende às necessidades da classe laboral. A pauta de reivindicações foi mantida na íntegra.

Por que o STIM-BA rejeita a proposta

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas (STIM-BA) rejeitou integralmente a proposta patronal por três razões centrais:

  • O reajuste de 3% está abaixo da inflação e não garante sequer a reposição do poder de compra dos salários;
  • A retirada de cláusulas históricas representa um grave retrocesso nas conquistas construídas ao longo de anos de luta da categoria;
  • A recusa em negociar as demais reivindicações demonstra desrespeito aos trabalhadores metalúrgicos da Bahia.

Nossa pauta continua a mesma!

O STIM-BA reafirma que mantém, sem alterações, a pauta de reivindicações aprovada democraticamente em assembleia pela categoria. Nenhum direito será negociado para trás.

Agora a decisão está nas mãos da categoria

Três rodadas de negociação e nenhum avanço real. A postura patronal deixa claro que só a organização e a unidade dos trabalhadores serão capazes de reverter esse cenário. Conquistar uma Convenção Coletiva que valorize os salários e preserve os direitos históricos da categoria depende, agora, da participação ativa de cada metalúrgico e metalúrgica.

O STIM-BA convoca toda a categoria a participar das próximas assembleias e das mobilizações que serão deliberadas pelos trabalhadores.